PONTES ENTRE NÓS
Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.
E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam
as pontes entre nós.
Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura
Que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo
Que bata em nós um coração.
E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam
as pontes entre nós.
Que nunca caiam
as pontes entre nós.
Que nunca caiam
as pontes entre nós.
Pedro Abrunhosa
Kalita katita

1 Comments:
Muito obrigado por ter deixado a mensagem sobre o meu blogue e a minha poesia, que muito me tocou. Infelizmente, não possuo neste momento, à excepção de um livro único, exemplares de "Ar Serrano".
Mas poderá sempre solicitar à Câmara Municipal do Fundão para lhe enviarem à cobrança. Peço desculpa não poder corresponder ao seu pedido, mas estou certo que terá boa resposta do município fundanense.
Cumprimentos e Bem Haja por ser leitor do "Águas".
LFM
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